Mais um ano terminando e junto com ele surgem metas, planos e expectativas para o futuro. É uma etapa reflexiva para alguns, empolgante para outros, mas sempre atravessada por emoções. Falando em emoções, além do que você deseja conquistar, o que você está carregando emocionalmente para o próximo ano?
É comum que muitas pessoas cheguem ao final do ano exaustas, não pelo que viveram, mas pelo que suportaram em silêncio no decorrer dos dias:
-Relações que exigiram mais do que ofereceram;
-Ansiedade disfarçada de produtividade;
-Culpa por não ter sido “forte o suficiente”;
-Comparações constantes com a vida de outras pessoas.
O problema não é carregar esses sentimentos difíceis, mas sim atravessar mais um ano inteiro sem olhar para eles e o prejuízo que causam. Afinal, quando emoções não são elaboradas a tendência é que se transformem em mais ansiedade, irritabilidade, inseguranças nos relacionamentos, dificuldade de confiar, sensação de estar sempre atrasado em relação a própria vida, entre outras coisas que colaboram também para a repetição de padrões comportamentais e aquela sensação de nunca conseguir mudar.
Talvez, para o próximo ano, além das promessas, é interessante pensar no que fazer com a bagagem emocional que te acompanha até aqui. Que tipo de tratamento quer oferecer ao que é desconfortável, mas tem feito parte da sua história? Fingir que isso não existe, infelizmente, não é a solução.
Por isso, antes do ano terminar, permita-se refletir sobre os seguintes pontos:
-O que eu aprendi sobre mim este ano?
-O que me doeu, mas eu fingi que não?
-O que estou repetindo por medo de mudar?
-O que já não faz sentido carregar para o próximo ano?
Cuidar da sua saúde emocional também pode fazer parte das suas metas e é uma forma de recomeçar. Você não precisa levar para o próximo ano o que já te pesou demais até aqui.
Psicóloga Jessie S. Nobre
CRP 06/184451


